É... realmente acho... Quase um ano depois volto. E relendo minhas últimas postagens, sinto-me desalentada... Nada, absolutamente nada, mudou.
As sensações são as mesmas, a solidão é a mesma, continuo não sabendo como agir, com medo de ser abandonada, tentando lidar melhor com o que se passa em meu coração e tentando segurar a língua dentro da boca (sim, a sensação é a de que: "Não importa o que você vai fazer ou falar, você vai fazer merda!).
Decidi algo, pela centésima vez, e espero funcionar. Não quero reclamar mais com ninguém (minha terapeuta não vale). Agora vou simplesmente escrever. Preciso externar meus sentimentos, mas fazê-lo pela cara ou em palavras não tem funcionado muito. Pelo contrário, conforme disse anteriormente, só tem atrapalhado.
O espiritismo tem me alertado para a necessidade de romper com certas rotinas que nada auxiliam, criando novos hábitos. Fazer reclamações é um graaaande hábito vicioso meu. Reclamar com o outro, comigo mesma... não importa, ela sempre está aqui. A princípio, portanto, creio que só vou escrever aqui, mas espero chegar à julho sem nem ao menos sentir essa necessidade. A vontade de lamentar-me vai simplesmente passar, como uma nuvem no céu em um dia ventoso. Simples assim.
Vai chegar o dia em que vou só sorrir, não importa o que aconteça, porque sei que Deus está comigo e que eu, assim como todos no mundo, sou imperfeita e vou magoar alguém, mas isso também vai passar.
Os dias bons passam, infelizmente.
Os dias ruins também passam, graças a Deus.
"Boca de Luar"
sábado, 17 de dezembro de 2016
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Coisas que ninguém te conta...
Ninguém te conta que você realmente pode andar de bicicleta, mas você VAI CAIR, VAI SE MACHUCAR e VAI DOER.
Ninguém te conta que ter amigos é muito bom e vale a pena, mas muitos te ABANDONAM, te TRAEM e, acredite, alguns deles ainda "estão" ao seu lado, mas não estão, na realidade.
Ninguém te conta que casar é bom demais, mas o primeiro mês, "bimês" (talvez ano, ainda não cheguei lá) é quase a morte.
As duas primeiras fases já passei, aprendi e estou vacinada. Infelizmente para a terceira ainda não. Tenho ao meu lado o homem da minha vida. Não tenho a mínima dúvida disso, eu o escolhi e quero estar ao seu lado até meu último suspiro.
MAS...
Esse período de adaptação é simplesmente... simplesmente... Tenebroso! Não! Assustador! Não! Horripilante! Também não... Não consigo descrever. A verdade é que não me acho... E não o acho. Sim... te disseram que ia ser bom desde o princípio; que a lua de mel duraria muito, blá blá blá.
Está sendo duro... difícil... e até o dia da terapeuta chegar estou tendo de lidar com isso sozinha... aprendendo a falar e me arrependendo a cada segundo disso (apesar de meu estômago agora ir bem, obrigada).
Sentindo-me sozinha... solidão... E sempre que me sinto assim, a vontade de escrever volta. Por isso aqui estou novamente... Nesse brainstorm danado, nesse lugar em que sei que absolutamente vai ler...
E com medo... Com medo de ser abandonada, de ficar sozinha, de ele não me esperar melhorar, de desapontá-lo. E se isso tudo e mais um pouco acontecer? O que farei da minha vida? O que vai sobrar de mim?
Ninguém te conta que ter amigos é muito bom e vale a pena, mas muitos te ABANDONAM, te TRAEM e, acredite, alguns deles ainda "estão" ao seu lado, mas não estão, na realidade.
Ninguém te conta que casar é bom demais, mas o primeiro mês, "bimês" (talvez ano, ainda não cheguei lá) é quase a morte.
As duas primeiras fases já passei, aprendi e estou vacinada. Infelizmente para a terceira ainda não. Tenho ao meu lado o homem da minha vida. Não tenho a mínima dúvida disso, eu o escolhi e quero estar ao seu lado até meu último suspiro.
MAS...
Esse período de adaptação é simplesmente... simplesmente... Tenebroso! Não! Assustador! Não! Horripilante! Também não... Não consigo descrever. A verdade é que não me acho... E não o acho. Sim... te disseram que ia ser bom desde o princípio; que a lua de mel duraria muito, blá blá blá.
Está sendo duro... difícil... e até o dia da terapeuta chegar estou tendo de lidar com isso sozinha... aprendendo a falar e me arrependendo a cada segundo disso (apesar de meu estômago agora ir bem, obrigada).
Sentindo-me sozinha... solidão... E sempre que me sinto assim, a vontade de escrever volta. Por isso aqui estou novamente... Nesse brainstorm danado, nesse lugar em que sei que absolutamente vai ler...
E com medo... Com medo de ser abandonada, de ficar sozinha, de ele não me esperar melhorar, de desapontá-lo. E se isso tudo e mais um pouco acontecer? O que farei da minha vida? O que vai sobrar de mim?
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Aos poucos, se vai...
Não tenho mais segurança de nada... Não sei o que quero, quanto mais como, por quê, onde, quando, com quem...
Tudo parecia tão claro há pouco tempo atrás... Mas, de repente, como num passe de mágica (ou não!!!) as coisas andam de cabeça pra baixo. Queria dizer que sei o que planejo e tenho certeza dos resultados (ainda que não saiba efetivamente, mas eu creio nisso), entretanto.... não tem funcionado assim...
O coração tá pequeno, apertado, solitário e úmido. E eu só quero um colo, só quero chorar até perder as forças e dormir até não ter mais com o que sonhar. Acho que começo a caminhar sozinha, e não consigo me ver nessa situação. Não consigo porque não quero esse caminhar, não me permito viver sem ele, não é possível haver vida sem ele... Ele é quem me completa...
Não tem havido cumplicidade, e, se eu não tivesse experimentado esse novo sabor, não me interessaria por uma vida assim. A questão é que fui convidada a provar, e, aos poucos, estou sozinha nesse convite; o convidado está indo embora e eu ainda estou aqui sentada, com o copo na mão e um salgadinho na boca... O convidado, que fez questão de que eu viesse e participasse, se cansa e discretamente se distancia da sala, em direção à porta de saída. Perdi a chave, não posso trancá-lo. Teria tempo de criar algo que o fizesse ficar??? Tenho me perguntado há alguns dias....
terça-feira, 21 de abril de 2015
E eu?
Na verdade, sinto que algumas vezes é como se eu (e tudo aquilo que carrego comigo) não tivesse importância. Sou um saco vazio, que cada um preenche com aquilo que lhe convém e de acordo, portanto, com suas próprias necessidades. Se por um segundo eu resolvo ter opinião própria e fazer algo de acordo com o que acredito (isso tem sido cada vez mais raro, mas ainda acontece), então o mundo se enevoa e tudo toma a proporção do que será a Terceira Guerra Mundial. Por quê? Porque eu não considerei o outro, porque não fiz o que o outro queria, porque não supri a expectativa do outro. Quê expectativa? Nada!!!! Não existem expectativas. O que não cumpri mesmo foi com a minha obrigação (posta pelo outro).
E então eu me culpo por não ter feito exatamente aquilo que o outro planejou pra mim. A questão é que tenho uma vida. Parece não parecer, mas eu realmente tenho, e às vezes o que julgo importante não é o mesmo que você julga, nem que o vizinho julga, nem que minha mãe julga, nem que o...........
Pergunto-me, então, o que faço eu com essa vida toda senão estar vivendo em função dos outros? É isso que estou fazendo?
E então eu me culpo por não ter feito exatamente aquilo que o outro planejou pra mim. A questão é que tenho uma vida. Parece não parecer, mas eu realmente tenho, e às vezes o que julgo importante não é o mesmo que você julga, nem que o vizinho julga, nem que minha mãe julga, nem que o...........
Pergunto-me, então, o que faço eu com essa vida toda senão estar vivendo em função dos outros? É isso que estou fazendo?
domingo, 8 de março de 2015
Eu...
Há um bicho em mim.
Ora é um pequeno e manhoso gatinho, ora um leão enfurecido, faminto e solitário.
O dia em que esse leão aparece é uma dor sem fim. Aprisionado em meu peito, ele tenta se livrar das minhas garras. Mas seria eu o próprio leão?!?!? Tento me libertar de mim mesma? Nada é tão claro quanto parece.
Esse eu-leão me rasga, machuca-me, suplica-me por socorro e eu-leão, ainda que tente deixá-lo ir, ou voltá-lo a seu equilíbrio-gatinho, não consigo. Chega a ser masoquismo, mas ele não vai por minha causa, e eu não vou por sua causa.
Mutualismo... um precisa do outro para a sobrevivência. Mas eu preciso de dor? Ela é inerente, vem eu querendo ou não. Ou não?
E se o leão não está dentro, e sim fora? E se não existe eu-gatinho? E se.......
Ora é um pequeno e manhoso gatinho, ora um leão enfurecido, faminto e solitário.
O dia em que esse leão aparece é uma dor sem fim. Aprisionado em meu peito, ele tenta se livrar das minhas garras. Mas seria eu o próprio leão?!?!? Tento me libertar de mim mesma? Nada é tão claro quanto parece.
Esse eu-leão me rasga, machuca-me, suplica-me por socorro e eu-leão, ainda que tente deixá-lo ir, ou voltá-lo a seu equilíbrio-gatinho, não consigo. Chega a ser masoquismo, mas ele não vai por minha causa, e eu não vou por sua causa.
Mutualismo... um precisa do outro para a sobrevivência. Mas eu preciso de dor? Ela é inerente, vem eu querendo ou não. Ou não?
E se o leão não está dentro, e sim fora? E se não existe eu-gatinho? E se.......
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Voltei de onde nem fui...
O comprometimento com essas coisas não está em mim... Ainda! Quero escrever. Acho que a escrita vai me ajudar a entender o meu mundo interior, que anda tão bagunçado. As pessoas vem, bagunçam minha casa, eu tento arrumar, bagunçam outra vez... Ahhhhhhhhhhhhh.... Tô em frangalhos.
Os móveis já estão velhos, o chão escorregadio, não dá pra viver assim. As paredes estão sujas, mas ainda servem. Talvez mude uma ou outra, desfaça um dos quartos e o una à sala, que é tão pequenina e desconfortável. O banheiro tem com infiltração infinita. Tinha que fechar o registro para parar de sair água, mas agora o registro parece que fez um contrato, sem meu consentimento, com a ducha, porque nenhum dos dois quer funcionar como deveria. Perdi o controle da água, que escorre da ducha, escorre dos meus olhos. passa por minhas bochechas queimadas de sol, molha meu pescoço, colo e enxarca a blusa. E a torneira não fecha...
A televisão também não colabora, faz um barulho estranho. Não consigo configurá-la! Ouço palavras isoladas aqui e acolá, mas não compreendo. Não é possível que seja tão burra assim. É português, caralho! É só meu maldito português, que falo e ouço desde que me entendo por gente, mas é como se fosse chinês em vários momentos. Se não ouço, não compreendo, não cresço. Deve ser por isso que as pessoas falam comigo umas quantas vezes também... Fui ao otorrino e disse "Doutor, eu sei que falam comigo, mas não entendo!" Ele me pediu exames e está tudo absolutamente normal. "Relaxe, menina!" Foi o conselho do doutor sabichão. Como relaxar com essa zorra de casa?!?!?
E os livros? Estão fora de lugar, totalmente. Depois que meu pai morreu, meu sonho é colocar aquela montoeira de livros meus e seus no seu devido lugar. Mas não consigo. Retirei alguns, doei outros, mas... como organizar algo que mal se sabe por onde começar? É preciso começar de algum lugar, isso é fato! Os romances água com açúcar devem ficar longe dos de ciência ficção. E eu... longe da tristeza...
Os móveis já estão velhos, o chão escorregadio, não dá pra viver assim. As paredes estão sujas, mas ainda servem. Talvez mude uma ou outra, desfaça um dos quartos e o una à sala, que é tão pequenina e desconfortável. O banheiro tem com infiltração infinita. Tinha que fechar o registro para parar de sair água, mas agora o registro parece que fez um contrato, sem meu consentimento, com a ducha, porque nenhum dos dois quer funcionar como deveria. Perdi o controle da água, que escorre da ducha, escorre dos meus olhos. passa por minhas bochechas queimadas de sol, molha meu pescoço, colo e enxarca a blusa. E a torneira não fecha...
A televisão também não colabora, faz um barulho estranho. Não consigo configurá-la! Ouço palavras isoladas aqui e acolá, mas não compreendo. Não é possível que seja tão burra assim. É português, caralho! É só meu maldito português, que falo e ouço desde que me entendo por gente, mas é como se fosse chinês em vários momentos. Se não ouço, não compreendo, não cresço. Deve ser por isso que as pessoas falam comigo umas quantas vezes também... Fui ao otorrino e disse "Doutor, eu sei que falam comigo, mas não entendo!" Ele me pediu exames e está tudo absolutamente normal. "Relaxe, menina!" Foi o conselho do doutor sabichão. Como relaxar com essa zorra de casa?!?!?
E os livros? Estão fora de lugar, totalmente. Depois que meu pai morreu, meu sonho é colocar aquela montoeira de livros meus e seus no seu devido lugar. Mas não consigo. Retirei alguns, doei outros, mas... como organizar algo que mal se sabe por onde começar? É preciso começar de algum lugar, isso é fato! Os romances água com açúcar devem ficar longe dos de ciência ficção. E eu... longe da tristeza...
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Agora vai!
Na verdade, venho tentando desenvolver um blog já faz algum tempo, mas nunca dou sequência. Normalmente é por falta de tempo, mas confesso que se trata mais de preguiça e falta de organização que de qualquer outra coisa.
Ultimamente tenho sentido necessidade de escrever meus pensamentos, emoções, tristezas e angústias. Tinha um diário e costumava escrever bastante nele, mas nessas teclas me expresso mais rápido, então, ele foi abandonado temporariamente e fico por aqui...
Não sei se alguém lerá isso algum dia... Se sim, que bom! Se não, já é bom conseguir liberar tudo aquilo que me sufoca, não é mesmo?
Portanto, está aberta, oficialmente, a temporada de escrita!!! Vamos ver até quando vai durar! :)
Ultimamente tenho sentido necessidade de escrever meus pensamentos, emoções, tristezas e angústias. Tinha um diário e costumava escrever bastante nele, mas nessas teclas me expresso mais rápido, então, ele foi abandonado temporariamente e fico por aqui...
Não sei se alguém lerá isso algum dia... Se sim, que bom! Se não, já é bom conseguir liberar tudo aquilo que me sufoca, não é mesmo?
Portanto, está aberta, oficialmente, a temporada de escrita!!! Vamos ver até quando vai durar! :)
Assinar:
Postagens (Atom)

