quarta-feira, 6 de maio de 2015

Aos poucos, se vai...



Não tenho mais segurança de nada... Não sei o que quero, quanto mais como, por quê, onde, quando, com quem...

Tudo parecia tão claro há pouco tempo atrás... Mas, de repente, como num passe de mágica (ou não!!!) as coisas andam de cabeça pra baixo. Queria dizer que sei o que planejo e tenho certeza dos resultados (ainda que não saiba efetivamente, mas eu creio nisso), entretanto.... não tem funcionado assim...

O coração tá pequeno, apertado, solitário e úmido. E eu só quero um colo, só quero chorar até perder as forças e dormir até não ter mais com o que sonhar. Acho que começo a caminhar sozinha, e não consigo me ver nessa situação. Não consigo porque não quero esse caminhar, não me permito viver sem ele, não é possível haver vida sem ele... Ele é quem me completa...

Não tem havido cumplicidade, e, se eu não tivesse experimentado esse novo sabor, não me interessaria por uma vida assim. A questão é que fui convidada a provar, e, aos poucos, estou sozinha nesse convite; o convidado está indo embora e eu ainda estou aqui sentada, com o copo na mão e um salgadinho na boca... O convidado, que fez questão de que eu viesse e participasse, se cansa e discretamente se distancia da sala, em direção à porta de saída. Perdi a chave, não posso trancá-lo. Teria tempo de criar algo que o fizesse ficar??? Tenho me perguntado há alguns dias....

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