terça-feira, 21 de abril de 2015

E eu?

Na verdade, sinto que algumas vezes é como se eu (e tudo aquilo que carrego comigo) não tivesse importância. Sou um saco vazio, que cada um preenche com aquilo que lhe convém e de acordo, portanto, com suas próprias necessidades. Se por um segundo eu resolvo ter opinião própria e fazer algo de acordo com o que acredito (isso tem sido cada vez mais raro, mas ainda acontece), então o mundo se enevoa e tudo toma a proporção do que será a Terceira Guerra Mundial. Por quê? Porque eu não considerei o outro, porque não fiz o que o outro queria, porque não supri a expectativa do outro. Quê expectativa? Nada!!!! Não existem expectativas. O que não cumpri mesmo foi com a minha obrigação (posta pelo outro).

E então eu me culpo por não ter feito exatamente aquilo que o outro planejou pra mim. A questão é que tenho uma vida. Parece não parecer, mas eu realmente tenho, e às vezes o que julgo importante não é o mesmo que você julga, nem que o vizinho julga, nem que minha mãe julga, nem que o...........

Pergunto-me, então, o que faço eu com essa vida toda senão estar vivendo em função dos outros? É isso que estou fazendo?



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