sábado, 17 de dezembro de 2016

Um dia de cada vez...

É... realmente acho... Quase um ano depois volto. E relendo minhas últimas postagens, sinto-me desalentada... Nada, absolutamente nada, mudou.

As sensações são as mesmas, a solidão é a mesma, continuo não sabendo como agir, com medo de ser abandonada, tentando lidar melhor com o que se passa em meu coração e tentando segurar a língua dentro da boca (sim, a sensação é a de que: "Não importa o que você vai fazer ou falar, você vai fazer merda!).

Decidi algo, pela centésima vez, e espero funcionar. Não quero reclamar mais com ninguém (minha terapeuta não vale). Agora vou simplesmente escrever. Preciso externar meus sentimentos, mas fazê-lo pela cara ou em palavras não tem funcionado muito. Pelo contrário, conforme disse anteriormente, só tem atrapalhado.

O espiritismo tem me alertado para a necessidade de romper com certas rotinas que nada auxiliam, criando novos hábitos. Fazer reclamações é um graaaande hábito vicioso meu. Reclamar com o outro, comigo mesma... não importa, ela sempre está aqui. A princípio, portanto, creio que só vou escrever aqui, mas espero chegar à julho sem nem ao menos sentir essa necessidade. A vontade de lamentar-me vai simplesmente passar, como uma nuvem no céu em um dia ventoso. Simples assim.

Vai chegar o dia em que vou só sorrir, não importa o que aconteça, porque sei que Deus está comigo e que eu, assim como todos no mundo, sou imperfeita e vou magoar alguém, mas isso também vai passar.

Os dias bons passam, infelizmente.

Os dias ruins também passam, graças a Deus.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Coisas que ninguém te conta...

Ninguém te conta que você realmente pode andar de bicicleta, mas você VAI CAIR, VAI SE MACHUCAR e VAI DOER.

Ninguém te conta que ter amigos é muito bom e vale a pena, mas muitos te ABANDONAM, te TRAEM e, acredite, alguns deles ainda "estão" ao seu lado, mas não estão, na realidade.

Ninguém te conta que casar é bom demais, mas o primeiro mês, "bimês" (talvez ano, ainda não cheguei lá) é quase a morte.

As duas primeiras fases já passei, aprendi e estou vacinada. Infelizmente para a terceira ainda não. Tenho ao meu lado o homem da minha vida. Não tenho a mínima dúvida disso, eu o escolhi e quero estar ao seu lado até meu último suspiro.

MAS...

Esse período de adaptação é simplesmente... simplesmente... Tenebroso! Não! Assustador! Não! Horripilante! Também não... Não consigo descrever. A verdade é que não me acho... E não o acho. Sim... te disseram que ia ser bom desde o princípio; que a lua de mel duraria muito, blá blá blá.

Está sendo duro... difícil... e até o dia da terapeuta chegar estou tendo de lidar com isso sozinha... aprendendo a falar e me arrependendo a cada segundo disso (apesar de meu estômago agora ir bem, obrigada).

Sentindo-me sozinha... solidão... E sempre que me sinto assim, a vontade de escrever volta. Por isso aqui estou novamente... Nesse brainstorm danado, nesse lugar em que sei que absolutamente vai ler...

E com medo... Com medo de ser abandonada, de ficar sozinha, de ele não me esperar melhorar, de desapontá-lo. E se isso tudo e mais um pouco acontecer? O que farei da minha vida? O que vai sobrar de mim?